Amiga verdadeira, de coração e de sempre. Estás sempre aí quando preciso... És o máximo e o meu bem mais precioso! Nariz sempre levantado, porque antes partir do que torcer! Beijos enormes
Anónimo disse…
Ainda ontem falava com alguém sobre a arte de arrebitar.... como disse alguém, trinta anos é uma idade difícil, a vida acaba, começa a existência... Eurico
Ler é respirar e sem ar, somos nada. E gosto muito de ter ar, de ter visões, personagens e realidades a viver na minha cabeça. Os livros são como um bom filme, ou uma música que adoramos. Nunca esquecemos, o que nos marca. Este livro é tão intenso, com tanta emoção e desespero, que ficará para sempre. Uma estrada. Uma viagem. Um pai e um filho, num mundo pós apocalíptico, sem nada, para além da morte. Um mundo sem esperança, onde um amor tenta sustentar a vida que resta. A forma como o autor descreve a paisagem e tudo o que os rodeia, e como isso os influencia, é tocante. Consegues sentir o desespero da fome, frio e doença sempre latente. Nas entrelinhas, estreita-se a relação entre pai e filho, plena de emoções e de raiva. Foram duas, as pessoas que me falaram deste livro. Uma por o achar magnifico, com o qual concordo inteiramente. A outra, por ser o livro preferido do filho adolescente. Depois de o ler e de o sentir, só posso dizer que a vos...
Imagino-te, neste dia, a uma mesa de sueca, a jogar com os teus sobrinhos, com umas cervejas e amendoins, com a barulheira de uma casa cheia de portugueses, com sotaque de retornados. Espero que te tenhas divertido, meu Pai. Era ai que te via feliz e encantado, a resmungar porque a mulher não tinha cortado o às e iam perder, mais uma vez, um tracinho na tabela de marcação. Isso sim era um um aniversário à tua imagem. Por aqui almocei com a tua mulher, que continua rija e com mau feitio. O teu neto Rafael também lá estava desde cedo. A primeira frase que me disse de manhã, foi que era o teu aniversário. Costuma ser, invariavelmente, tia vamos jogar à bola? Fizemos um brinde ao avô, com água, sumo e coca-cola! Parabéns meu Pai Nunca te vamos esquecer e sei que olhas por nós, estejas onde estiveres!
Surgiu do nada. De rompante, voraz e enérgico. Trazia consigo o fascínio do imediato, do rastilho pronto a queimar, da urgência em querer, do cometa que passa. Sentia-se no ar a fragância da sintonia. A pele queimava ao toque ligeiro, como uma traça de encontro à chama. Intenso, envolvente e irresistível. O mesmo ver, o estar e o sentir. Pedra imperfeita, valiosa no carinho, no abraço e na paixão. O tempo não passava, a fome não era saciada, quase viciante, ao limite da raiva do possuir e do ter. No beber das palavras, das caricias, dos silêncios já partilhados, no romper as seguranças e certezas. Sensação de pertença, de confiança e de entrega total. Nada escondido, tudo cru e verdade. Difícil, mas perfeito. Algo faz muito sentido e quando assim é, nada é impossível. Os planetas conjugaram-se, e o universo rodou. Ps: Qualquer semelhança com a realidade, poderá ou não ser. Porque nunca se sabe, se se vive a sonhar, ou se se sonha a viver! ...
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Nariz sempre levantado, porque antes partir do que torcer!
Beijos enormes
como disse alguém, trinta anos é uma idade difícil, a vida acaba, começa a existência... Eurico