2019/2020 Ainda que seja só uma questão de datas, o fim de um e o inicio do outro dão azo a muitos pensamentos. 2019 foi o ano das revelações. Entre boas e más, de todos os tipos e feitios, que já fui a arrecadando, este ano foi particularmente difícil. Já deveria saber, como diz a senhora minha mãe, que o maior perigo vem do que está mais próximo. Não esperas que afinal nada fosse como tu acreditavas, que não te vejam como tu te sentes. Não esperas, mas devias, sempre! Porque a seguir o mundo cai, e no final, aquilo onde investiste já não é teu. O que fazer a não ser reagir? Aí revela-se o apoio incondicional que senti, por parte dos meus "amigos do coração", quando os meus pilares ruíram. A força que fui buscar para continuar a viver, quase uma década depois, com a mesma dignidade e sempre em busca de um momento melhor. É esse momento que procuro em 2020. O ano da renovação! Nada se renova sem esforço e já que é para lutar, cá estamos para mais um desafio. Nã...
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Inveja Tema mais do que actual, com a inveja da jornalista para com o que nasceu rico. Mas vamos ser directos e sinceros, todos nós invejamos alguma coisa. Há alguns que invejam por feitio ou por falha de carácter. Já outros remoem para não revelar que, afinal, gostava de ter aquilo a que não podem aceder e depois ainda há os "o que tenho chega-me bem". Sempre que alguém tem sorte na vida, que não conta os tostões para a mini, lá aparece o senso comum que nos faz querer estar na sua pele, mesmo os mais humildes. Por vezes invejam aquilo que acham que existe, sem saber muito bem o que invejar, mas o ser humano fala por falar e os boatos de hoje já são verdades no amanhã. Há quem invente algo pelo qual possa ser invejado, mas os mentirosos não se safam bem neste jogo, porque sem evidências não há cantiga do bandido que sobreviva muito tempo. Pode ser algo que constatamos, mas que quase nunca damos importância, mas existe e ninguém o nega!
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Tenho tanto para dizer e quase ninguém para me ouvir. Escrever limpa a alma e alivia-nos o pensamento. Pode ser algo actual, um desabafo ou simplesmente tristeza. Alegria, sucesso ou nada de interessante, mas é algo que quero partilhar. Enfim, sou eu tal como me conhecem, ou talvez já esteja diferente, não sei.
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Nada A Acrescentar Gostava de ter um assunto para este post, mas não tenho. A vida corre, o tempo passa e a luz desaparece. Mas volta a aparecer no dia seguinte. Todos falam da crise, da revolução emergente que não passa de uma ilusão. Do amor que querem partilhar, das tragédias que ocorrem e das felicidades de cada um. A primavera veio e o verão está a passar, a correr. E não tenho nada a acrescentar...
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Estou por aqui... Não abandonei as minhas divagações ou desabafos. Este meu pequeno espaço vai continuar, quando organizar a minha vida. Ano novo vida nova e isso significa mudar de casa, entre outras coisas. Quem já passou por isso sabe o que custa, as dores de cabeça que dá andar com a casa às costas. Agora estou assim, a viver entre caixotes! É bom ter uma casa maior, mas custa deixar a minha primeira casa. Aquela que aluguei sozinha, contra ventos e tempestades e que mantive durante 2 anos. Mas viver é isso mesmo. Seguir em frente e esperar sempre o melhor! Para a semana, se conseguir sobreviver entre os caixotes, as arrumações e tudo o resto volto a alimentar este meu espaço. Até já!!!
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Os da Chã. Foi a primeira vez que vi um vulcão! Soa um bocado mal, mas é sincero. A paisagem é inacreditável. Agreste, dura, escura mas fora de tudo aquilo que já vi. Senti-me pequenina e um pouco insegura, principalmente quando me disseram que a ultima erupção foi em 1995. Há 16 anos atrás, um dos vulcões secundários entrou em erupção, para libertar a pressão acumulada no principal. O rasto da destruição ainda está visível e estará para lavar e durar, passo a expressão. Por entre o cinzento do terreno, despertam algumas plantas e principalmente flores. É o milagre da natureza que se revela. São quilómetros de paisagem inóspita, em que só os postes de iluminação que acompanham a estrada, nos lembra que ali vive alguém. Vivem como nas outras ilhas, sem mais nem menos. Cultivam o pouco solo que resta e fazem vinho. O Vinho da Chã é famoso internacionalmente. É diferente, estranho mas muito agradável. Para mim, mera europeia, é confuso perceber como vivem, co...
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Santo Antão Após uma noite mal dormida, saímos do hotel para a ligação marítima até à próxima escala: Santo Antão! À chegada ao cais, o caos normal estava instalado. Muita gente, muito movimento. Nós... muitas malas para cuidar, que acabaram por ficar no piso térreo, longe da nossa vista, durante a viagem. Subimos ao deck e, nada de mais. Filas de cadeiras de plástico, atadas com um simples cordel. Esse seria o nosso assento na próxima meia hora. Ainda antes do embarque foram distribuídos sacos de plástico, que serviriam, como pude comprovar, para os resíduos gástricos do passageiros. Como vêm, até aqui, nada de mais! Chegada ao porto! Stress para chegar rapidamente às malas, por entre muita gente e mais uns quantos! Missão Cumprida! Próxima missão: identificar o nosso motorista/veículo de transfer! Pois, parece que não consta! Já esteve, dizem alguns. Já não está informam outros tantos. Ligámos para o hotel que nos disse, ingenuamente... nos esquecemos, vamos enviar...