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S inais dos tempos ou pura idiotice? Li uma noticia que me deixou espantada, quase siderada pela sua existência. Os meninos de hoje, filhos de pais divorciados, quando atingem a maioridade, perdem a pensão de alimentos. Até aqui nada de novo. Mas o que eu desconhecia é que podem colocar o pai ou mãe em tribunal, para que este valor seja pago até os estudos serem concluídos. No meu tempo quem não tinha dinheiro para continuar a estudar, trabalhava e arranjava-o de uma forma independente. Lutar pela vida era o mote. Agora, não percebo bem como, os tribunais estão metidos ao barulho e muitas vezes dão razão ao coitadinho do estudante, que precisa de continuar os estudos, para depois ter um canudo que lhe dá acesso a um mercado de trabalho, cada vez mais escasso. Será que os tribunais não têm mais nada para fazer do que resolver disputas familiares? Será que as famílias já não são o que eram antigamente? Ou eu ando muito distanciada da realidade ou então a família deixou de ser aquilo que...
Aquilo que já não sou! Todos me recordam que mudei e a todos respondo da mesma forma. A vida tem fases e esta, agora, é a minha. Deixei de ser doida, para passar a ser mais ponderada. Já não sou impulsiva, nem me meto em situações que não possa controlar. Não me apetecem noites loucas e etílicas, mas sim uma boa conversa sem ressacas  em anexo. Existem muitas coisas para além do que é obvio, e a satisfação com um bom livro ou um filme a sério confunde muita gente. Não necessito quebrar a barreira do som para ser feliz. Aprendi a estar sozinha e a gostar da solidão. Também gosto de ter a casa cheia e rir com gosto. Acreditem que sou a mesma pessoa, talvez um pouco diferente.
Diet, light e outros que tais! Este calor inusitado em Abril, abriu mais cedo este Verão! E quanto mais a temperatura sobe, mais pele se mostra e consequentemente tudo fica mais exposto, por assim dizer. Os ginásios estão a abarrotar de gente suada e esforçada, que num mês de treino pretende ganhar a forma perfeita. São os centímetros em excesso na cintura, a celulite que se instalou na coxa, o peito que já cedeu à lei da gravidade e por aí adiante. A culpa deve-se à vaidade e à procura incessante pelo look das revistas. O que esta gente ainda não percebeu é que nem todos nasceram para top models e que o photoshop faz milagres. Acordem de uma vez e assumam o corpo que têm, desde que o cuidem. Deixem-se de folhas de alface com sumo de limão e horas de fome, só para caber no biquini. Aproveitem o calor e sejam felizes!
Egoísmo puro Todo o ser humano é egoísta! Faz parte daquilo que somos. Mas como em tudo na vida, têm de existir limites. Fico surpreendida pela forma como se minam relacionamentos. Ah foi a rotina, e já não há desejo sexual e tal, e a desculpa está dada.  O resultado é uma mentira só, onde se engana o outro e se enganam a si próprios. Quando a opção envolve matéria financeira, a mentira subsiste, para que não se percam regalias. Mas afinal qual o valor da regalia, quando por outro lado, se pode dormir com quem se deseja e libertar quem tem sido enganado? Para mim haverá sempre uma certeza: quando não se ama, mais vale deixar voar! O problema é que a coragem não habita em todos da mesma forma, o respeito e a sinceridade não são valores que julguem a acção.  Preferem enganar a quem um dia disseram amar, viver na mentira e continuar na paz podre que a farsa traz consigo. Pergunto-me quantos destes cobardes aguentariam se lhes pagassem na mesma moeda. Se calhar aprendiam que...
Para onde... Quando gosto de alguém, nada desfaz esse laço.  Não há distância, nem falta de assunto. Não existe o desconforto de acabar uma conversa e não haver mais nada a dizer. Partilhamos a vida, as vitórias e as derrotas, a felicidade e a falta dela. Se o fazemos é porque nos sentimos em sintonia, porque compreendemos o outro e no fundo essa pessoa ficará sempre connosco. Senti que perdi um amigo. Defraudou-me na forma como a conversa acabou e como me virou costas, para um assunto do qual não fazia parte. Há aqueles que nunca são para recordar. Mas ele era e agora deixou de ser. Para onde foi a nossa ligação, os momentos passados e vividos? Custa-me perder alguém, porque para mim todos são importantes. Sussurraram-me que agora sente inveja e nunca deixou de ser um interesseiro! Se era assim, vai e não volta.  Mas custa-me quebrar o laço e não sentir saudades daquilo que já fomos!
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Em 1994, chamaram-nos "Geração Rasca". Não transmitia-mos confiança, éramos individualistas, irresponsáveis e indisciplinados. Mas resumindo sempre fomos o resultado da época em que vivemos. Em boa altura fizemos greve às aulas e todos estavam nas manifestações! Do secundário ao ensino superior, todos faziam parte da geração inconformada!  Crescemos com a série "Verão Azul", com apenas dois canais de televisão, cantarolávamos o hit da Dora "Não sejas mau para mim".  Fomos os herdeiros da liberdade!  Mas afinal o que herdámos?  A forma natural de dizer não à opressão, de fazermos passar as nossas ideias, embora no fundo não tenhamos passado da "cepa torta"! Agora temos a "Geração à Rasca".  Aquela que nunca teve a mesma força, nunca terá a mesma garra. Tem canudos, tem doutoramentos e licenciaturas, mas falta-lhe o empenho para se mostrar inconformada.
Um dia destes gostava de viver noutro lugar. Onde respeitassem o outro, com a mesma facilidade com que aqui o desrespeitam. Não existe cortesia ou amabilidade. Ao invés implementou-se o cada um por si ou melhor ainda o salve-se quem puder . Vivo num país onde não se sabe viver em sociedade. Às opiniões responde-se com agressividade, às acções com a estranheza de quem não sabe agir, a não ser em proveito próprio.  Mas afinal onde é que vamos parar, sem a mínima noção de nós e dos outros? Vivemos numa selva urbana, onde quem tem olho é rei !  Se soubesse, tinha ficado por África, onde existe sempre uma liana onde nos possamos agarrar!