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Egoísmo puro Todo o ser humano é egoísta! Faz parte daquilo que somos. Mas como em tudo na vida, têm de existir limites. Fico surpreendida pela forma como se minam relacionamentos. Ah foi a rotina, e já não há desejo sexual e tal, e a desculpa está dada.  O resultado é uma mentira só, onde se engana o outro e se enganam a si próprios. Quando a opção envolve matéria financeira, a mentira subsiste, para que não se percam regalias. Mas afinal qual o valor da regalia, quando por outro lado, se pode dormir com quem se deseja e libertar quem tem sido enganado? Para mim haverá sempre uma certeza: quando não se ama, mais vale deixar voar! O problema é que a coragem não habita em todos da mesma forma, o respeito e a sinceridade não são valores que julguem a acção.  Preferem enganar a quem um dia disseram amar, viver na mentira e continuar na paz podre que a farsa traz consigo. Pergunto-me quantos destes cobardes aguentariam se lhes pagassem na mesma moeda. Se calhar aprendiam que...
Para onde... Quando gosto de alguém, nada desfaz esse laço.  Não há distância, nem falta de assunto. Não existe o desconforto de acabar uma conversa e não haver mais nada a dizer. Partilhamos a vida, as vitórias e as derrotas, a felicidade e a falta dela. Se o fazemos é porque nos sentimos em sintonia, porque compreendemos o outro e no fundo essa pessoa ficará sempre connosco. Senti que perdi um amigo. Defraudou-me na forma como a conversa acabou e como me virou costas, para um assunto do qual não fazia parte. Há aqueles que nunca são para recordar. Mas ele era e agora deixou de ser. Para onde foi a nossa ligação, os momentos passados e vividos? Custa-me perder alguém, porque para mim todos são importantes. Sussurraram-me que agora sente inveja e nunca deixou de ser um interesseiro! Se era assim, vai e não volta.  Mas custa-me quebrar o laço e não sentir saudades daquilo que já fomos!
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Em 1994, chamaram-nos "Geração Rasca". Não transmitia-mos confiança, éramos individualistas, irresponsáveis e indisciplinados. Mas resumindo sempre fomos o resultado da época em que vivemos. Em boa altura fizemos greve às aulas e todos estavam nas manifestações! Do secundário ao ensino superior, todos faziam parte da geração inconformada!  Crescemos com a série "Verão Azul", com apenas dois canais de televisão, cantarolávamos o hit da Dora "Não sejas mau para mim".  Fomos os herdeiros da liberdade!  Mas afinal o que herdámos?  A forma natural de dizer não à opressão, de fazermos passar as nossas ideias, embora no fundo não tenhamos passado da "cepa torta"! Agora temos a "Geração à Rasca".  Aquela que nunca teve a mesma força, nunca terá a mesma garra. Tem canudos, tem doutoramentos e licenciaturas, mas falta-lhe o empenho para se mostrar inconformada.
Um dia destes gostava de viver noutro lugar. Onde respeitassem o outro, com a mesma facilidade com que aqui o desrespeitam. Não existe cortesia ou amabilidade. Ao invés implementou-se o cada um por si ou melhor ainda o salve-se quem puder . Vivo num país onde não se sabe viver em sociedade. Às opiniões responde-se com agressividade, às acções com a estranheza de quem não sabe agir, a não ser em proveito próprio.  Mas afinal onde é que vamos parar, sem a mínima noção de nós e dos outros? Vivemos numa selva urbana, onde quem tem olho é rei !  Se soubesse, tinha ficado por África, onde existe sempre uma liana onde nos possamos agarrar!
A nódoa na toalha! Trintona. Mãe. Esposa. Profissional. Tudo isto ela aparenta!  Frequenta o ginásio para tentar dar o ar de enérgica. Aproveita o tempo livre que tem, já que a assiduidade não consta. Basicamente fala ao telefone! Todas as responsabilidades são descarregadas, rapidamente e eficazmente! Gosta de festas e está sempre dentro do que "está a dar", no país do faz de conta!  No fundo é uma "espertinha", aquelas ervas daninhas que crescem em alguns jardins!  É uma coisa com que se aprende a lidar.  Pouco espaço, muito cinismo e savoir faire ! É sempre o meu conselho nestas situações!  Afinal quem é que já conseguiu que elas não cresçam, por aqui ou por ali?
Boa acção ou talvez não. Achei uma mala de executivo, abandonada na rua ontem à noite. Como pessoa de bem que sou, embora por vezes duvide de mim mesma, resolvi abrir a mala e ver o que continha.  Tinha muita papelada e dois portáteis.  Aí a minha mente pensou se devia ou não fazer a boa acção de 2011. Pensei que se fosse o meu computador, os meus papeis, gostaria de mos devolvessem. A minha consciência inclinou-me para a devolução,mas a tentação de ficar com o conteúdo martelava incessantemente o meu pensamento. Não continha cartões ou outro tipo de contacto, para onde pudesse telefonar e avisar o incauto que deixa a bagagem na rua.  A única coisa que me podia ajudar era uma factura da EDP e um curriculum. Como ainda tenho alguma esperteza, reparei que a morada da factura e do curriculum eram a mesma. Liguei para o contacto e atendeu-me uma jovem de Alfornelos que, para quem não sabe, é lá para os lados da Amadora. Expliquei a situação e fiquei a saber que afinal era o ...
2011 Este texto deveria ser a típica mensagem de Ano Novo, cheio de esperança nos 365 dias que se avizinham. O problema é que ando muito pouco esperançosa e com muito pouco entusiasmo. A final de contas é só mais um dia, outro a seguir a tantos outros.  Há uns anos trás ainda acreditava em cumprir todas as resoluções, a que firmemente me agarrava, quando soavam as despedidas do ano que ficava para trás. Agora já nem penso em mudar nada no novo ano, porque não é uma celebração que nos leva a mudar o que somos. Finalmente percebi! Este ano, hoje de manhã por sinal, 2011 explicou-me que tudo vai aumentar, que a crise, recessão ou simples tristeza de quem trabalha se mantém No fundo, vou continuar a lutar, todos os dias, por uma vida melhor!