Nada desta vida! Sabem o que é nada desta vida? É mesmo nada desta vida! Actualmente não faço nada, não me apetece nada do habitual, o que se inclui em escrever aqui de vez em quando. Desculpem o "borreganço intelectual", mas estou de férias. Para a semana retomaremos a emissão!
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Viajei com a ideia, certa por sinal, que iria ser um desafio físico. Pensei também que iria para um país snobe, e sinceramente a minha vontade de viajar fraquejou! Mas afinal comecei logo em Portugal, quando o transporte para o aeroporto avariou e o empurrei - com mais três dasafortunados - até um estacionamento seguro! Bom devo dizer-vos que quando fiz o check-in já estava estafada e pronta para regressar a casa. O resto, bom posso dizer que foi uma experiência única. Primeiro porque nunca tinha palmilhado entre 20 a 25 quilómetros por dia. Depois porque a diversidade cultural, os cabelos multicolores, os estilos saídos de um filme do Tarantino, as cores, os cheiros, os sabores, a forma frenética como a cidade vive, sem perder a elegância, me fizeram render! Percebi que a minha identidade estava a anos luz e desejei poder conhecer novamente, aquilo que por falta de tempo e honorários, me fizeram perder. Não era local para viver, para ser. Mas um local onde podes sentir como vive...
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Stress Que a sociedade nos faz sentir stressados a maior parte da nossa vida, já é lugar comum. É o emprego, são os filhos, para quem os tem, obviamente. São os amigos, os conhecidos, a família, cão que não pára de ladrar e o gato que deita pêlo! Agora temos mais um tipo de stress, o bancário. Para o comum dos mortais, não diz grande coisa. Eu não me insiro bem nesse grupo, mas fico sem entender como uma análise aos bancos, pode ser apelidada de stress. Ouvi dizer que na Grécia já estão a encomendar medicamentos, declarando o stress bancário, uma pandemia nacional. Por aqui, uma agência internacional, considerou Salazar o melhor investidor nacional de sempre. O problema é que todo o seu engenho em acumular ouro, não nos serve para aclamar nenhum sintoma. Não se pode tocar, tipo conta poupança, nem que a nossa economia esteja a soro.
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In Flamen Esta é uma expressão que alguns, conhecem bem. Normalmente é proferida quando o fusível está quase, quase a fundir de vez. Todos temos contratempos, coisas que nem sempre correm como queremos. Aqueles picos de cacto, que se sentem e incomodam, mas ninguém os vê. São uns imbecis que, apesar da sua pouco importância, me fazem ficar... in flamen. Esta palavra digo-vos, é da autoria de um grande amigo - agora ausente, mas sempre presente - e foi adoptada por mim, para uso no limite. A palavra já a conhecem. A causa: a máquina de lavar roupa morreu, embora emita sons. Devem ser de agonia, porque não se mexe!
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Gostava imenso de te compreender. O teu silêncio não me conforta, reprime-me. Preciso de dizer o que sinto, quando me magoas ou quando me embalas. Tu não. Fechas-te nesse teu mundo, pensas que ninguém quer saber, mas eu quero. Decides tudo sozinho, porque afinal achas que ninguém se importa. Eu importo-me. Vives a nossa (minha) vida, com satisfação. Não sei nada da tua, das tuas ambições e desejos, a simples cor preferida ou do desejo mais inconfessável. Não sei, porque está tudo fora do meu alcance. Nunca tens uma opinião contrária, nunca dizes chega!!!! Perguntas o que se passa connosco. Eu digo-te, mas nunca é suficiente.
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Matar por amor Existem e subsistem os crimes passionais, sejam eles provocados por ciúmes ou por rupturas emocionais, que um dos intervenientes não consegue ultrapassar. Quem ama cega, dizem uns. Enlouquecem por amor, afirmam outros. Não compreendo como se mata alguém que se ama. Não conseguem viver sem ela, acham que não poderá, nunca, pertencer a outra pessoa. Esfaqueiam, torturam, queimam, assassinam em resumo, mas continuam a amar, e acabam por revelar que foi por serem devotos a esse suposto amor. Todos já passaram por desilusões amorosas, por ciúmes irracionais ou por relacionamentos que chegam ao fim, mesmo não querendo, mesmo não sendo essa a vontade de um dos indivíduos. Mas acima de tudo, que ama, deve respeitar o outro e compreender que ninguém é dono de ninguém e que, apesar de muitos acharem que é para sempre, nada dura eternamente. Nem nós, quanto mais os sentimentos. Assusta-me pensar que, um dia quem sabe, me cruzo com algum destes psicopatas e acabo com uma paula...